No escuro meus olhos se esforçam
querem ver aquilo que nem a luz
permite enxergar, buscam o além
e estão cansados de tanto tentar.
No tortuoso meus pés caminham
querem ser quem me conduz
em uma estrada de algum alguém
estão seguindo para me encontrar.
Na tempestade, os fios balançam
querem ser livres para fazer jus
neste corpo que não apenas diga amém
mas que soltos têm vida para libertar.
No quarto meus lábios se entortam
querem mostrar e não apagar a cruz
as lembranças que não mais me convém
mas que tiram meu sono a provocar.
Na espera os dedos se estalam
querem ver o porquê que se reduz
o tempo que passa e o também
que nada mais são que meu desejar.
E então..
Neste vazio, os pelos da nuca se eriçam
sinto que já não cabe em mim este capuz
que esconde quem sou, mas porém
disfarça o desejo do primeiro passo a se dar.
by Bruna Porto.
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sábado, 4 de outubro de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Brisa Leve!
Encher os pulmões do mais puro ar
sentir a brisa do vento a me tocar
E por entre pedras estou a caminhar
para sentir que de volta estou no meu lugar.
Os pensamentos vagueiam para todo lugar
essa é graça da liberdade do pensar
como o movimento constantes das ondas deste mar
o qual jamais cansarei de admirar.
Olhando para a aves a planar e
para toda beleza deste lugar
fecho meus olhos para viajar
e estar aonde meu coração desejar
Tudo isso, o sentir e o pensar
me fez recordar e contemplar
a beleza de estar onde meu coração habitar
porque ali, onde ele habita é meu lar.
by Bruna Porto
sentir a brisa do vento a me tocar
E por entre pedras estou a caminhar
para sentir que de volta estou no meu lugar.
Os pensamentos vagueiam para todo lugar
essa é graça da liberdade do pensar
como o movimento constantes das ondas deste mar
o qual jamais cansarei de admirar.
Olhando para a aves a planar e
para toda beleza deste lugar
fecho meus olhos para viajar
e estar aonde meu coração desejar
Tudo isso, o sentir e o pensar
me fez recordar e contemplar
a beleza de estar onde meu coração habitar
porque ali, onde ele habita é meu lar.
by Bruna Porto
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
A despedida!
Pronunciei palavras de despedidassentimentos em palavras escondidas
guardadas no coração, mas
que afloram no momento da partida.
A vida é feita de idas e vindas
e nada melhor que o sorriso,
para lembrar a lembrança vivida,
o abraço para marcar a partida
e a lágrimas para levar a saudade
no peito contida.
by Bruna Porto
sábado, 19 de outubro de 2013
O riso!
Que saudade sinto, do som do riso
tão típico de dias mais tranquilos.
O riso sincero e espontâneo,
oriundo de qualquer motivo.
A alegria que não se limita
a um mero sorriso,
A alegria que precisa de mais,
e ganha vida em seu riso.
O riso tem o poder de mudar
a expressão do rosto que se amplia
Um coração que se sente vivo
e o sentimento que contagia.
Um som que se expande, invade
e ocupa todos os espaços.
O espaço do lugar e do ser,
o som para melhor viver.
by Bruna Porto.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Um sentir muito além dos sentidos!
Eu sinto sentimentos físicos. Tão intensos são os sentimentos que levo comigo. Incapazes de serem restringidos na sua existência de sentir no sentido figurativo do meu ser. Meus sentimentos não doem apenas na alma e nem alegram apenas meu coração. Eles se fazem físicos, de tal modo que quase posso pegá-los.
Eles se manifestam por todo o meu corpo, nos olhos que choram, na pele que se arrepia, na boca que fala, na mão que escreve, na dor em meu peito, onde meu coração já não parece caber em mim. Coloco a mão sobre ele, posso senti-lo, quase tocá-lo, mas não posso arrancá-lo, nem ao menos acalmá-lo.
Meus sentimentos, alojaram-se e tomaram meu corpo para si, sem pedir licença ou permissão, eles vivem a usurpar de mim.
by Bruna Porto.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Só
mas mesmo depois de tantos anos
minha alma ainda não se acostumou
com a ideia de que ser completamente livre,
significa também ser para sempre só.
Livre de pertubações, mas presa a solidão
Uma sala vazia ou em meio a multidão
Uma sala vazia ou em meio a multidão
Tão relativo estar só.
by Bruna Porto
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Ninguém!
Ninguém para colocar o casaco sobre os meus ombros quando o vento frio soprar.
Ninguém para ficar me observando enquanto durmo e sonho com os olhos que me observam.
Ninguém para eriçar os pêlos do meu corpo com o simples toque das pontas dos dedos
que deslizam por minha pele.
Ninguém para sorrir com o meu sorriso e chorar com a minha lágrima.
Ninguém disposto a esquecer o mundo, porque eu serei o seu mundo.
Ninguém para envolver suas mãos na minha nuca e encostar os seus lábios ao meus
sem pressa, como se quisesse eternizar esse momento.
Ninguém para me dizer tudo que eu preciso ouvir sem dizer nenhuma palavra.
Ninguém para eu sentir sua falta antes mesmo de partir.
Ninguém forçar um abraço enquanto eu só penso em chutes e socos
até que toda a raiva cesse com a força dos braços que me envolvem.
Não a mesmo ninguém, um alguém disposto a voltar a me fazer sentir...
by Bruna Porto
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