Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Abaixe a guarda!

Eu lhes tenho uma história que não posso contar. De um dia como outro qualquer, apesar de que assim não deveria ser. Por que não param de fingir, que hoje é um dia normal? Ondem estão todos? Eu não consigo lembrar, eu não tenho uma lembrança pior que esta. Por diversos dias evitei o assunto. Tudo o que eu não queria era ouvir as pessoas falarem. Eu segurei minha lágrimas em público e até mesmo no obscuro, simplesmente porque estou cansada. Eu cansei de lamentar essa vida de teatro e aparência. Porque não dizem a verdade. Tudo ruiu. Isso não é normal, não deveria ser assim. Eu nem sei se é certo estar escrevendo isso. Mas eu só queria que soubessem que eu sinto saudades de viver na ignorância, mesmo hoje sabendo que tudo seria uma grande mentira. Levar a verdade somente comigo é um peso que já não posso carregar. Poderiam ao menos tentar dividi-la comigo. Por que tantos rostos fechados, por que tanta amargura? Hoje não seria o dia ideal para o perdão? Para deixarmos as diferenças de lado. Para deixar o novo renascer. O hoje seria o dia perfeito para recomeçar, porque hoje não é um dia qualquer. Mas amanhã ou talvez depois, se estiver pronto, você pode fazê-lo ser hoje, basta quebrar as pedras em seu coração, basta que consiga engolir sua ignorância e sua soberba, para perdoar e aceitar as pessoas como são. Você não é nenhum exemplo a ser seguido para querer que as pessoas vivam ao seu modo, conforme soa a sua música. Eu também cansei de acusar, de esperar, mas não me canso de lamentar... Quero todos aqui de novo, não quero voltar a desejar que o dia de hoje acabe, quero voltar a querer que ele fique para sempre em minhas lembranças. Ninguém precisa mudar, mas todos nós podemos tentar sermos melhores. E ser melhor não é estar sempre certo, é baixar a guarda e se permitir falhar, admitir suas falhas e amar aos outros mesmo com seus erros, pois só assim, estaremos verdadeiramente juntos de novo. Eu não posso falar, mas posso sentir, que essa história a qual não desejo compartilhar, precisa ter um fim.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A menina que abriu seu coração!


   Hoje amigos vou lhes contar a história de uma menina que conheci a algum tempo e mesmo não sendo muito próxima a ela,  ela me confiou a sua história e hoje vou compartilhá-la com vocês. Chamamos essa doce menina de Júlia e espero que aprendam e reflitam com este exemplo que lhes trago. 

   Ela o via chegar em casa bêbado, sem saber ao certo o que estava dizendo, sem conseguir trilhar seu caminho com passos firmes, tal como deve ser os passos de uma pai de família. Ela o via se destruindo dia a dia, ela o via seguindo o mesmo caminho de tantos outros, caminho que os levou antes mesmo a morte do corpo para a morte da alma. Ela o amava e ao mesmo tempo havia dentro dela uma mágoa tão grande em seu peito, pela vergonha, e por sua mãe que reclamava das atitudes daquele que ela deveria compartilhar sua vida até o fim dos seus dias, porque esta era  a promessa que ela fez pra Deus no dia do seu casamento, na alegria e na tristeza e porque no fundo, apesar de não admitir, ainda o amava. Muitas vezes ela tapou os ouvidos para não ouvir as lamúrias de sua mãe e as reclamações de seu pai pela falta de compreensão. Ele estava desgostoso de sua vida, ele já havia tanto se afastado de Deus que esqueceu o que realmente significava amar, e ela tinha medo de se tornar igual, pois já não conseguia dizer “te amo” por mais que o amasse. Ele não parecia enxergar que Deus realmente havia sido muito bom para ele, lhe deu filhos saudáveis, uma mulher que ajudou a formar sua família e no trabalho do dia a dia, para construir tudo que tinha, ele tinha um bom carro e uma casa confortável, mas ainda sim, Júlia sentia que seu pai não era feliz. Doía muito pensar e refletir sobre tudo isso, e quando não sabemos como solucionar um problema preferimos fugir ou ignorar, mas Deus tinha a resposta, Deus era o caminho .
   Às vezes ela queria convidá-lo a ir a igreja com ela, às vezes ela queria dizer quanta mágoa havia dentro de si por todas às vezes que ele escolheu seus vícios e caprichos à sua família, ela queria dizer que ele estava se matando e aquilo doía nela mas do que qualquer outra coisa. Talvez ele precisasse escutar isso da sua boca, mas lhe faltava coragem. Coragem para romper as ocorrentes que os amarravam a uma falsa imagem de uma família feliz. Havia amor ali no sacrifício de cada um, mas também havia mágoa e dor. Ela rezava para Deus colocá-lo no caminho do Senhor e para que se assim fosse necessários Deus lhe concedesse força e luz para falar com seu pai tudo que sentia, todos os sentimentos que carregava no peito.
   Quando finalmente Júlia terminou de contar a sua história eu senti que aquele não era o final dela, então, sequei as lágrimas daquela doce menina que resolveu um dia abrir seu coração para mim e compartilhar de sua dor. Eu a tranquilizei para que ela não se martirizasse, pois não enfrentar o seu pai para lhe indicar um melhor caminho não significava não amá-lo, mas sim respeitá-lo, respeitar a liberdade que Deus concede a cada um de nós de fazermos a nossas próprias escolhas. Júlia tinha com ela o principal, Deus, sua oração e o amor pela sua família, eu sabia que no tempo certo suas preces seriam atendidas, tal como pude comprovar anos depois quando a reencontrei.