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domingo, 27 de julho de 2014

Por esses dias...

   Por esses dias descobri que chorar não é sinônimo de fraqueza, é apenas uma maneira de expressar o que levamos em nosso coração.  Se fosse fraqueza eu estaria tão debilitada quanto uma pessoa em estado terminal. No entanto, me sinto ainda mais forte que ontem. 
   Nunca vi meus olhos tão sombrios. Nunca senti tanta vontade de chorar. Eu nem me dava conta, quando percebia as pessoas a minha volta já estavam me olhando, elas não estavam vendo minhas lágrimas,  mas ouvindo o som do meu lamento, porque o que sentia já não gritava apenas dentro de mim. 
Se me contasse, talvez eu achasse patético, ridículo,  fraqueza e muitas vezes foi assim que eu me senti. Mas sabe o que fez tudo parecer um pouco menos ruim, me dar conta de que eu não estava sendo fraca, eu estava apenas lutando, apesar de já não saber como fazer isso eu seguia lutando,  eu não desistia,  por mais que doesse, por mais que machucasse pessoas a minha volta, eu seguia lutando por aquilo que eu acreditava ser meu por direito, por aquilo que eu acreditava merecer, por meus sonhos. Quando e em que planeta isso é ser fraca? 
   Na verdade, descobri em mim uma força que nem eu sabia que existia. Eu estava jogada no escuro, perdida em meio a desilusão e ao medo, mas seguia gritando, lutando e chorando, eu não baixei a  cabeça. Eu não preciso me envergonhar das minhas falhas, mas quero  e serei reconhecida por meus méritos.  Eu tenho o direito de cair, se for para lutar. Eu tenho o direito de chorar se for para defender. E eu tenho o direito de tentar, se não de que vale sonhar. E se for para chegar e se for para realizar, eu vou chorar e vou cair, porque sei que de tudo isso eu sairei mais forte.

''Na vida tudo acontece, mas quanto mais a gente rala mais a gente cresce''. - Chorão.

sábado, 26 de abril de 2014

A última vez que te vi partir!

   E novamente eu te vi partir. Nos demos um abraço mais longo do que de costume e também falamos menos. As palavras certas pareciam não existir, mas para quebrar o clima você fez algumas piadas e eu ri por hábito, muito mais do que por vontade. Mas sorrir ao seu lado sempre valia a pena, mesmo que não fosse sincero, simplesmente para poder ver o seu rosto se iluminando ao sorrir em resposta. Seus olhos semicerravam e você até ganhava algumas rugas, mas as linhas finas que se formavam no seu rosto e o formato que sua boca tomava realmente eram cativantes. 
   Foi então, quando você já estava de costas para mim, num impulso eloquente eu decidi ― Eu acho que preciso te falar algo. ― Com os braços cruzados eu estava claramente aflita. 
― Você acha? ― Ele novamente se voltou para mim e pude olhá-lo nos olhos, o que só piorou tudo.
― É eu acho.
― Aconteceu algo?
― Não, mas vai acontecer. ― Ele me olhava buscando entender. Ele estava tão confuso, quanto as minhas palavras. ― Está cada vez mais difícil me despedir de você. 
― Por quê? ― Ele me instigava a falar.
― Não sei.
― Talvez porque nosso relacionamento está criando laços? 
― Talvez, ou melhor não é só por isso, mas é por isso também. ― Comecei atropelar as palavras. ― Eu acredito que tem haver com a compreensão também. Agora eu já sei o que haverá pela frente. Da outra vez eu ainda não sabia e agora eu sei que a única coisa certa é que sentirei sua falta e eu ficarei aqui esperando contando os dias... ― Puxei o ar e apertei ainda mais meus braços contra o corpo como se eles pudessem me segurar e impedir que caminhasse até ele e o impedisse de partir. ― Mas eu não sei quantos os dias e nem a distância que nos separará, eu não saberei por onde e nem com quem você estará, eu não saberei ao menos quando você voltará para mim, se é que você voltará. E ter a consciência disso tudo dói mais do que qualquer dor que já senti antes. ― Por fim confessei, quando percebi que chorava.
   O vento balançava meus cabelos, algumas aves planavam sobre nós, enquanto ele começou a caminhar em minha direção até que fiz sinal para que parasse. ― Acho que o que eu realmente queria dizer é, eu acho que estou realmente gostando de você. Parece loucura, você já esteve muito mais tempo longe do que perto de mim desde que nos conhecemos, mas eu acho que amo você. 
― Você quer que eu fique? ― Seus olhos me revelavam pouco.
― Eu não posso impedir. Isso é você, ― eu olhei o navio que já o esperava ― eu não posso impedir você de ser quem você é, não posso lutar contra isso, porque estaria lutando contra o motivo da minha paixão por você.
― Acho que não entendi.
― Que droga, de quantas maneiras eu preciso dizer para que você entenda que eu o quero aqui comigo é claro, mas eu o roque com tudo que o torna o homem que você é. E se eu pedisse para ficar, para deixar este porto comigo, não seria este homem sonhador e encantador que está aqui na minha frente agora, que estaria indo embora comigo.
― Então não há esperanças? Se eu for, você sofrerá e se eu ficar você teme que eu sofra por estar deixando aquilo que sempre amei e que de certa forma isso mude quem eu sou.
― É isso!
― É um adeus isso?
― Não sei. Você me diz tão pouco! O que você acha?É  um adeus? Tudo isso é loucura da minha cabeça?
― Não é loucura! Eu acho que mudar pode ser bom. Você mudou! Na última vez que passamos por isso você era uma menina com o espirito livre e agora vejo uma mulher, ou melhor a mulher pela qual esperarei todos os dias a notícia de que chegou o momento de voltar para o seus braços. Você tem as suas certezas e suas dúvidas! Eu só tenho apenas uma certeza, que tudo valerá a pena, porque neste mesmo porto encontrarei daqui alguns meses a única mulher que eu verdadeiramente amei e amo.
― Você me ama?
― Porque dúvida? Não duvide, porque deixo meu coração com você, na confiança de que cuidará dele. E comigo levo a lembrança do seu rosto, do seu abraço e do seu doce beijo.
― Vá tranquilo, eu cuidarei dele, porque seu coração é o que tenho de mais precioso agora.
― Que bom, posso ir tranquilo? Nos veremos em breve?
― Em breve e me desculpe. ― Eu estava aliviada em todos os sentidos, por finalmente confessar para ele e para mim mesmo o que sentia e por saber que ele me correspondia. Eu estava feliz, porque mesmo nos amando eu não fui capaz de impedi-lo, afinal, eu não me perdoaria. Ele me deixou pouco, mas o consolo de suas palavras dizendo que me amava serão o suficiente para suportar a distância e o tempo sem ele.
― Nunca mais volte a se desculpar por dizer que "acha" que me ama, isso já é muito mais do que sonhei ter. ― Ele sorriu.― Levo comigo também uma carta, um pedido de dispensa. Afinal eu preciso de mais tempo para que seja digno de tornar a sua dúvida uma certeza como a minha de que um dia neste porto, sentaremos naquela banco e sentiremos o vento em nosso rosto, enquanto as crianças correm atrás das aves, brincando. 
   Eu fiquei tão surpresa por saber que já estava nos seus planos há muito tempo, que essa fosse nossa última despedida, que nem percebi que já não havia distância entre nós, que eu estava em volta de seus braços e que na verdade sua palavras eram sussurros em meus ouvidos.
― Agora vá! Vá cumprir sua missão! Eu estarei a sua espera! ― Eu comecei a me desvencilhar, mas ele me puxou para um último beijo e eu o vi ir embora finalmente pegar sua mochila e partir. Eu estava incrivelmente feliz agora, porque sabia que não estávamos nos separando, mas apenas dando o primeiro passo para ficarmos juntos para sempre. Eu definitivamente o amava e agora a espera seria muito menos dolorosa, mas sim recheada de ansiedade por finalmente dizer sem medo de me arrepender ou não ser correspondida, que eu o amava e também esperava construir uma vida ao lado dele.





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Poderia ter sido hoje, mas foi ontem...

   Eu não posso voltar ao passado. Eu não posso ser aquilo que fui, porque sou aquilo que sou. E ainda, não sei o que é mais difícil enxergar, a verdade concreta ou o concreto ofuscado por meus olhos marejados. São tantos os medos e receios, são tantos defeitos que em mim reconheço, que é difícil admitir que aquela pessoa que gosta de ouvir e de fazer rir, também pode ser rancorosa e grosseira a tal ponto de não mais reconhecer um gesto de carinho de quem se ama. São tantas as travas, que meus braços já não se abrem pro abraço. Fala e se arrepende pela palavra proferida, que não é ouvida, mas engolida e passa rasgando lembranças e momentos até que não reste mais nada. O obscuro e a luz oscilam com cada vez mais frequência, e só me resta a oração, na esperança de restaurar meu coração, para que eu seja aquilo que sou, mas não aquilo que não quero ser, para não lhes fazer sofrer e rebater em nosso bem querer. 


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Uma chance de te ver outra vez!

Eu queria vê-lo novamente. Poder abraçá-lo e sentir o calor do seu corpo. Tão forte e ao menos tempo tão doce. Eu gostaria de nos dar uma chance de construir uma história. Não estou criando expectativas e nem ilusões, não tenho sonhado acordada, eu apenas gostaria de desfrutar mais de sua companhia. Talvez te conhecer melhor e quem sabe voltar a sentir o encantamento. Novamente não estou me iludindo, mas apenas manifestando meu desejo de estar ao seu lado para rirmos juntos, para voltarmos a nos beijar, para ter razões em encontrar a coisa certa a se dizer. Aquele medo gostoso de parecer patética ou infantil, insegura ou desesperada. Eu não quero te assustar, mas acho que se pudéssemos nos ver de novo e talvez de novo, poderia dar certo. Não sei, não quero me iludir, eu apenas acho sabe. Talvez porque acredito que mereça isso ou porque simplesmente queira estar com alguém e neste momento meu coração diz que este alguém poderia ser você. O casual pode ser mais que banal se darmos uma forcinha e não simplesmente esperarmos a força do destino. Eu não estou querendo forçar a barra, eu apenas estou querendo você. Relaxe, isso não é um pedido de namoro, não se assuste, por favor, é apenas minha forma de convidá-lo para sairmos mais uma vez, mais um encontro casual. Eu pareço ter as respostas, mas eu sou a pergunta, o que me fragiliza, me faz humana e passional, o que me afasta de minha segurança racional. Isso pode ser bom, mas implica atenção de quem está ao meu lado para perceber que tudo que eu preciso é de um pouco de carinho para a armadura cair ao chão. Você pode ser diferente, pode ser meu amigo e me fazer me abrir, retirar as trancas que me aprisionam dentro do meu próprio ser. Não tenha medo de minha intensidade ou de minhas palavras. Onde está você que fará aflorar em mim o melhor que posso ser? Talvez você seja a resposta que eu tanto procuro. E não me importa o que irão dizer, eu não me importo de tomar a frente se precisar, só se permita correr o risco de se apaixonar. 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Posso tomar meu leme?

Eu vejo a lua, o sol e estrelas da mesma posição e da mesma forma há tanto tempo, pela mesma janela, onde passam as mesmas pessoas naquela única rua que corta meu caminho. Ah como eu queria pegar esta rua e traçar meu próprio caminho! Encontrar um rosto diferente, ver tudo de um modo diferente. Ser eu mesma, a mesma, mas em um mundo diferente. Novos passos, novos caminhos... Não um recomeço, pois amo minha história e tudo que aprendi, mas desejo um novo começo. Colocar o livro na estante e pegar um outro novo. O que foi escrito, lido e relido, ficará lá, mas tão interessante pode ser o novo. Mas como vou saber se não folhear essas páginas ainda sem marcas, ainda intactas. Está na hora de conduzir o leme da minha vida, de me permitir sentir novas sensações. Está na hora de me entregar o leme, eu posso com o seu peso. Talvez eu não tenha a habilidade que deseja, mas somente a prática aperfeiçoará a técnica. O teórico já não funciona mais. Quero encontrar e buscar tudo o que por direito um dia deverá seu meu. Cada qual em seu momento, mas definitivamente, eu cheguei em meu momento. Está é a hora do novo! Apenas um passo me separa de ver um céu limitado por uma janela, para vê-lo como é realmente, em sua imensidão. Um imensidão que tenho tentado abraçar, mas que não será possível, enquanto não puder pegá-la com minha próprias mãos. Eu já superei tanto, levantei tantas vezes, sequei tantas lágrimas, que já não há medo ou dor que me impeça de querer abraçar este céu com suas tempestades. Porque sei que depois da tormenta, o sol sempre volta a brilhar. E eu o quero com todo o seu calor e sua luz e não apenas o reflexo que incide sobre as vidraças da minha janela. Eu acredito que posso lidar e superar o grande, porque o pouco a pouco somou-se aos poucos e me fez aprender, graças a você, que nem nenhuma dor é tão grande que não podemos lidar e nem um alegria é tão infinita que nos faça  esquecer o que vivemos e o que podemos viver. Agora entregue o meu leme, eu posso guiar e eu não estarei sozinha, Deus estará comigo e seu telefone sempre irá tocar quando eu precisar, ou quem sabe quando você se perder, porque será estranho, acredito, passar a conduzir apenas o seu barco. Vamos viver, pois nossas vidas são um mapa, mas sempre haverá um momento em que as rotas se separam para mais tarde voltarem a se cruzar.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Abaixe a guarda!

Eu lhes tenho uma história que não posso contar. De um dia como outro qualquer, apesar de que assim não deveria ser. Por que não param de fingir, que hoje é um dia normal? Ondem estão todos? Eu não consigo lembrar, eu não tenho uma lembrança pior que esta. Por diversos dias evitei o assunto. Tudo o que eu não queria era ouvir as pessoas falarem. Eu segurei minha lágrimas em público e até mesmo no obscuro, simplesmente porque estou cansada. Eu cansei de lamentar essa vida de teatro e aparência. Porque não dizem a verdade. Tudo ruiu. Isso não é normal, não deveria ser assim. Eu nem sei se é certo estar escrevendo isso. Mas eu só queria que soubessem que eu sinto saudades de viver na ignorância, mesmo hoje sabendo que tudo seria uma grande mentira. Levar a verdade somente comigo é um peso que já não posso carregar. Poderiam ao menos tentar dividi-la comigo. Por que tantos rostos fechados, por que tanta amargura? Hoje não seria o dia ideal para o perdão? Para deixarmos as diferenças de lado. Para deixar o novo renascer. O hoje seria o dia perfeito para recomeçar, porque hoje não é um dia qualquer. Mas amanhã ou talvez depois, se estiver pronto, você pode fazê-lo ser hoje, basta quebrar as pedras em seu coração, basta que consiga engolir sua ignorância e sua soberba, para perdoar e aceitar as pessoas como são. Você não é nenhum exemplo a ser seguido para querer que as pessoas vivam ao seu modo, conforme soa a sua música. Eu também cansei de acusar, de esperar, mas não me canso de lamentar... Quero todos aqui de novo, não quero voltar a desejar que o dia de hoje acabe, quero voltar a querer que ele fique para sempre em minhas lembranças. Ninguém precisa mudar, mas todos nós podemos tentar sermos melhores. E ser melhor não é estar sempre certo, é baixar a guarda e se permitir falhar, admitir suas falhas e amar aos outros mesmo com seus erros, pois só assim, estaremos verdadeiramente juntos de novo. Eu não posso falar, mas posso sentir, que essa história a qual não desejo compartilhar, precisa ter um fim.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Um nó na garganta!

   Sabe quando você ouve exatamente aquilo que não queria ouvir, ou aquilo que precisava ouvir? Sabe quando uma pessoa te surpreende com uma palavra ou um gesto inesperado? Sabe quando você vê algo que te surpreende? Sabe quando alguém te decepciona ou te encanta? Sabe quando tudo isso acontece de tal maneira que você não possa ou talvez não queira esboçar um reação? Eu sei que sabe. Quem nunca passou por isso? Quem nunca sentiu isso? Aquele nó na garganta que se forma, pela palavra que não consegue pronunciar, pela lágrima que não deseja derramar ou talvez por um coração que tão descompassado não sabe como reagir. Por um breve momento, todos os sentimentos permanecem ali presos na sua garganta, tornando de certa forma físico o nó que há nos seus pensamentos e no seu coração. Você evita olhar para os lados, temendo que as pessoas percebam o que se passa por dentro do seu ser. Afinal esse nó que aprisiona e te sufoca, uma hora ou outra precisa sair dali. Momentaneamente ele evita que as lágrimas transbordem por seus olhos, mas em definitivo eles tiram as amarras do seu coração e um peso que sem saber tem carregado por muito tempo. Eu não sei como desatar o seu nó, eu não sei nem ao menos desatar os meus, eu só sei que eles existem e se fazem presente quando menos esperamos, sinalizando que há algo preso dentro de nós que precisamos permitir aflorar, pois não devemos temer a felicidade e nem nos martirizar eternamente por nossos problemas.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O plano!

   Na vida, há momentos onde a sua única saída é confiar no plano que Deus tem traçado para você e rezar para que o plano dele coincida com o seu. Mas se não coincidir, que você faça do fracasso uma rampa que te impulsiona ir mais além, fazendo com que o plano de Deus se cumpra! Ele sempre sabe o que é melhor para você. Nele você pode e deve confiar. Ele é e sempre será a chave de tudo! Ele não abrirá portas pela qual você não deva passar, mas também não entregará o segredo, se você não buscar!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Está tudo cinza!

   Você se sente desesperada, perdida, já não sabe em quem confiar ou no que acreditar. As pessoas não percebem que você está gritando. Você já não sabe pra onde correr ou para quem socorrer. Não sabe o que está certo e o que está errado. Suas convicções já caíram por terra há muito tempo. Você só tem um grito entalado na garganta e as lágrimas que rolam pelo seu rosto com cada vez mais frequência. Você começa a ficar com medo não apenas do mundo, mas de si mesmo e do que você é capaz de fazer e também do que você não irá conseguir fazer. Você não consegue focar naquilo que realmente precisa, naquilo que você normalmente entregaria a sua alma para que saísse perfeito. Você sente a necessidade de um abraço, sente a necessidade de estar em paz, de estar sozinha, de poder sentar em algum canto silencioso e apenas chorar. Você já não diferencia as palavras que te ajudam, das que te colocam para baixo. Você escuta, mas não ouve. Você fala, mas não responde. Tudo está cinza. Você começa a gritar com Deus e pede sua ajuda. Parece que a dor não vai embora nunca. Você está no meio de uma tempestade, mas você nunca quis estar ali, você nadou, nadou contra ela, mas você é sugado para o olho do furacão. Tudo perdeu o sentido! E você fica mais fria e mais áspera, mas seu coração está ainda mais sensível. Você não sabe o que fazer ou que dizer, porque nenhuma das duas coisas parecem ajudar. Por isso você quer ser isolar no seu mundo, mas infelizmente ou felizmente você faz parte do mundo que Deus criou para todos nós. As horas passam, o sol vai embora, a angústia fica, as pessoas passam, assim como o dia, em que você acordou com mil planos e metas, mas que você não cumpriu nenhuma delas. Você decepciona as pessoas todos os dias, mesmo buscando ser melhor. Eles nunca estão felizes. Sempre estarão brigando! Você se sente cansada, esgotada, lhe tiraram as forças emocionais, físicas e quem sabe psíquicas, porque se corpo não responde, nem sua mente e muito menos seu coração. Todo dia é uma luta interna e surgem novas provações. Tudo perdeu a graça e tudo aquilo que você amava, ou quem sabe ainda ama, já não lhe fazem sorrir. Neste ponto, a única coisa que você deseja e precisa é de paz. Paz para tentar recomeçar. Paz para voltar a se encontrar. Mas até encontrar a sua paz, até que deixem de se entrometer no seu caminho pela busca pela luz, você irá bater portas, irá brigar, irá chorar e sentirá medo deste obscuro caminho, que parece nunca mudar, que parece te obrigar a andar em círculos. Eu sei que você está cansada de lutar, de pensar e de tentar entender, mas você também está cansada de chorar, então, neste momento só resta seguir e tentar sobreviver a vida, as pessoas e a você mesmo. Ninguém causará tanto dano, quanto você a si próprio. Eu sei que no fundo você sabe de tudo isso, mas é difícil né. Então, se hoje não dá pra sorrir, tudo bem, se hoje tiver que chorar mais um pouco, chore de novo, se não conseguir dizer "Eu estou bem" quando te cumprimentarem na rua, não diga, mas apenas tente fazer um pouquinho do que precisa ser feito, aceite os abraço que te forem oferecidos, busque-os se puder e não se culpe tanto, pelas escolhas que você fez e pelas coisas que você disse. Porque o fundamental agora é sair das trevas, as respostas virão com o tempo e é o que menos importa agora. Lembre-se que você também foi magoada, pisada e que você é um adulto agora e não pode fugir da vida. Sobreviva hoje, até que possa voltar a viver e sorrir num amanhã.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O roçar dos nossos lábios...

   Ela e suas amigas caminhavam, realmente, felizes, enquanto iam para casa, depois de uma festa cheia de histórias para contar. Distraídas elas se assustaram quando um carro passou muito próximo a calçada em que elas estavam, em alta velocidade. Mas ela não deixou de reparar, ela conhecia aquele carro de algum lugar, quando ele então, parou e deu ré até o ponto em que elas estavam. Claro, era ele, por sorte uma noite mesmo que iluminada pela lua, era capaz de esconder o rubor do seu rosto, por vê-lo novamente, mas talvez não fosse suficiente para ofuscar o brilho dos seus olhos e do seu sorriso, ao menos, foi exatamente isso que ele pensou ao vê-la. 
   Durante a noite, eles trocaram algumas provocações, alguns olhares, e foram a pauta das conversas, cada um em seu grupo de amigos, mas nunca passava disso. Talvez naquela noite, sob aquela lua, as coisas poderiam ser diferentes. Ele começou acompanhá-las com o carro, mantendo a velocidade reduzida ao máximo, era inevitável, eles soltavam faíscas, entre uma provocação e outra, sempre havia um sorriso malicioso, um falso ar desdém, um brincadeira, uma provocação, era quase que impossível se controlar, as palavras saíam sem pensar e o corpo correspondia na mesma proporção. Para ele parecia um jogo, já para... Ela ainda não sabia dizer o que era, mas ela adorava estar naquele jogo, ela adorava sentir seu coração martelando em seu peito, adorava sentia a mudança de expressão do seu próprio rosto quando ele se aproximava, ela amava e percebia que todos os seus sentidos se intensificavam quando ele chegava e como ao mesmo tempo elas os perdia, porque simplesmente, não os dominava. 
  Ele ofereceu uma carona, e mesmo faltando apenas 3 quadras para chegarem em casa, elas aceitaram. Havia um outro menino no carro, o qual ela tinha reparado antes de entrarem. A conversa entre o grupo foi divertida, até que chegaram no ponto de se despedir. Ele parou o carro em frente a casa de um delas, onde dormiriam naquela noite. Suas amigas queriam entrar, antes que alguém em casa acordasse, ela queria ficar. Naquela noite, estava tudo tão leve, apesar da intensidade entre eles, não havia farpas, apenas sorrisos, as provocações soavam bem e os aproximava, não eram irritantes como em outras vezes, eram diferentes, ela podia sentir isso, ele também estava diferente. Ainda sim, ela resolveu entrar e se despedir do seu "amigo" de escola. Um abraço! Isso nunca aconteceu antes, um contato tão simples e tão íntimo, ainda mais, daquela forma tão amistosa, mas com certo estranhamento e formalidade, apesar dos sorrisos que ambos estampavam. Um beijo! Um momento de indecisão! Ela sabia que se ela permitisse ele a beijaria ou talvez não, que dúvida. Virava o rosto para que ele a beijasse em seu rosto ou não, e permitia que ele se decidisse? Um turbilhão de sensações, em uma breve fração de segundos. Ficou por conta dele então. E tão despreocupadamente, ele selou um momento com um roçar de lábios, uma leve pressão no canto da boca dela que fez seu lábio inferior se mover acompanhando os lábios que o tocavam como se ele desejasse não encerrar aquele momento. 
  E foi dessa maneira que muito sem jeito, com um sorriso torto, meio de lado, que ela viu ele contornar o carro e ir embora, com aquele sorriso aberto e lindo que só ele sabia dar, deixando ela ali atônita. Sua amigas ficaram doidas, elas diziam "Ei, esse beijo de despedida, não foi no rosto não!" Hahaha... É não foi - ela pensou. Quando entraram em casa, ela sentia todo o seu corpo vibrar como se recebesse pequenos choques elétricos. Deitada em um colchão na sala, ela viu suas amigas pegando rapidamente no sono, mas ela tinha seus olhos bem abertos, vidrados no teto, mas não era para lâmpada apagada ou para as tábuas do forro que ela olhava, ela via mais além. Ela via com o coração, enquanto seus dedos transcorriam a sua boca, contornando os seus lábios e sentido a umidade deles, lembrando que a pouco tempo atrás os lábios dele estiveram ali colados ao seus. Naquela noite foi impossível dormir, e àquela seria uma lembrança tão pura e doce, que ela levaria para sempre consigo, melhor que um primeiro beijo, o primeiro roçar de seus lábios, uma primeira resposta de seu amor.

domingo, 7 de julho de 2013

Ser ou Parecer!

Eu pareço fria, mas por dentro eu estou sangrando. Eu pareço ser sentimental e ingênua, mas posso muito bem ser calculista e vingativa. Eu vesti a fantasia de alguém forte, segura e centrada, mas basta chegar perto e olhar com mais atenção e você verá que sou cheia de inseguranças e incertezas, que sou frágil, pra não dizer fraca. Não sou uma celebridade, sou uma pessoa normal com defeitos e virtudes, fraquezas e desejos, mas mesmo assim, me sinto julgada e analisada o tempo todo, o que eu digo e o que eu faço, não que eu me importe, mas nem sempre consigo ou posso me defender, não da maneira como eu gostaria. 
   Eu acredito que nós mesmos, somos os maiores advogados que podemos ter, se temos sonhos, ideais e convicções, devemos defendê-las com unhas e dentes, devemos defender a nós mesmos da corrupção de nossa imagem. Não sou atriz e mesmo que fosse, a vida não é uma ficção e ninguém pode viver fingindo 24h por dia, mas muitos insistem em criar um personagem pra você, uma imagem distorcida do que realmente somos, muitas vezes, por nossa própria culpa, porque preferimos nos esconder ao correr o risco de nos expor. Educada, estudiosa, certinha, quieta, observadora, amiga, confidente, divertida, tímida, louca, centrada, séria, rígida, distraída, forte, madura, ingênua, atrapalhada... são tantas coisas que escuto, e deve ter outros tantos adjetivos tão contraditórios como esses que nem ouso a imaginar passar pela mente das pessoas. Agora, quem sou eu? É uma boa pergunta, eu talvez seja tudo isso aí mesmo, até naquelas partes que não se encaixam, não que eu faça tipo, mas nos moldamos as situações e as pessoas que nos cercam de modo natural, eu não serei com os pais do meus amigos o que eu não sou com eles. Quando estou em uma festa, eu não terei o mesmo comportamento de quando estou no trabalho. Não para ser aceita, mas para sobreviver na selva que vivemos, às vezes, é preciso se adaptar. Mas eu sou muitas outras coisas, que não estão nenhum texto, em nenhuma conversa, em nenhuma foto ou em nenhuma mente, eu sou como vírus multante, que se adapta, que se transforma e que evolui, conforme as drogas que tentam me atacar e desafiar minhas defesas. 
   O que eu posso dizer, é que não sou tão ruim quanto quem por alguma razão não gosta de mim, diz que eu sou, e nem tão boa, eu não sirvo de espelho e nem de exemplo pra ninguém, isso nem ontem, nem hoje e nem no amanhã. O que eu posso dizer, é que minha meta é trabalhar hoje, para sempre ser melhor amanhã, mas que às vezes, eu dou alguns passos para trás, para saltar para frente algum tempo depois. 
   Lembre-se cada qual tem seu ritmo, seu tempo de descobrir e de fazer as coisas, descubra o seu e se preocupe menos com o das outras pessoas. Lembre-se ainda, que você não é nada do que dizem que você é ao mesmo tempo você é tudo isso ao mesmo tempo, porque somos mais que multicelulares, somos multicomportamentais, multisentimentias, somos contraditórios, porque temos o bem e o mal dentro de nós, mas é a vida e as nossas escolhas que irão definir que nós verdadeiramente somos. 

domingo, 2 de junho de 2013

Depois de você!

   Depois de você, eu nunca mais fiquei paralisada ao ver um rosto, eu nunca mais fiquei com aquela expressão boba ao lembrar de um sorriso, eu nunca mais esperei por uma ligação, eu nunca mais procurei uma desculpa para passar em frente a um portão! Depois que você se foi, eu nunca mais senti o que eu sentia, eu nunca mais sorri como eu sorria, mas eu esperava também não chorar mais como eu chorava! Eu nunca mais quis ser o ser o TUDO de alguém! Eu nunca mais encontrei alguém que fosse o meu TUDO! Depois de você, meu coração passou a responder de modo diferente, menos vibrante, mais indiferente. Depois de você, eu descobri que o amor não é como contam nas histórias, ele deixa marcas na memória, uma memória que não pode ser apagada. Depois de você, eu descobri que um amor não se esquece, não se luta contra, porque essa é uma luta perdida, mas o leva consigo. Como se fosse um novo membro do seu corpo, você aprende conviver e se adaptar a ele. Com você, eu aprendi dizer adeus, querendo dizer fique um pouco mais, e depois que você se foi, eu percebi que eu nunca te disse adeus, não naquele momento, não naquele dia, porque eu não queria acreditar e por muito tempo eu ainda esperei, porque eu nunca imaginei que poderia existir um eu depois de você! 
   Depois de você eu me dei conta que o amor não nos bate a porta todos os dias e quando você o encontra ele não será como um peça que se encaixa perfeitamente ao seu quebra-cabeça. Talvez por isso, eu parei de acreditar, eu passei a antecipar o fim, eu comecei a ler o último capítulo e me dar o luxo de não querer entender o primeiro. Como no primeiro capítulo de um novela, onde você imagina que o vilão ao final irá se dar mal e a mocinha ficará com o mocinho. Então, porque as pessoas ainda assistem? Porque elas tem a esperança de se surpreender, de acontecer algo novo e diferente, algo que não necessariamente interfira no final tão esperado, mas que dê sentido a espera! Então, depois de você, ou melhor, agora, eu estou dando ao amor uma chance de me surpreender, de me preocupar menos com final e de arriscar a sofrer de novo, a cada capítulo, com a esperança única de que este coração reaprenda a sentir e ver que depois de você ainda é possível sorrir! Quero correr o risco de viver a compra de um livro novo, de um autor desconhecido, com um história sem nenhuma boa referência, onde não há garantias de que será bom, de que valerá a pena, mas que ainda sim, folhearei e lerei cada linha, cada página, como viverei cada dia, cada sensação e cada momento sem querer adivinhar o final, porque o desconhecido sempre poder nos surpreender. 
   Hoje o que eu quero é começar de novo, é aprender com o novo e enxergar o novo, me dar um chance de acreditar que pode ser diferente, que o amor poder ser melhor. Depois de você o amor ficou em segundo plano, os sonhos encantados se despedaçaram como um cristal e por mais que eu cole os cacos, sozinha nunca será igual! Hoje, depois de você, eu quero viver para amar e não amar para viver. 


quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Toque!

   Eu a olhava, mas sinceramente, ainda era difícil acreditar que eu havia me casado com ela, e agora

repousava minha cabeça sobre o seu peito, após uma linda noite de amor. Ah como eu amava entrelaçar meus dedos aos dela, como eu amava tocar sua pele macia, era incrível perceber o que o meu toque era capaz de fazer com ela, ela ficava arrepiada e eu feliz de saber que minhas mãos tinham tanto poder.    
   Lembrei então, da primeira vez que eu a toquei. Em uma manhã de sexta-feira, era primavera, quando eu fui fechar a porta do meu armário no colégio de nossa pequena cidade, eu me deparei com ela olhando para mim e que susto eu levei. E então, você me disse "Oi" e foi embora, e eu fiquei ali parado, sem reação. Naquele dia você me tocou, sim, bastou aquele pequeno contato para você tocar meu coração e me fez sonhar com sua pele e com o sabor dos seus lábios e desde aquele dia eu a amei. Analisando friamente, hoje me parece um pouco tolo, mas para o amor não há explicação e a única certeza que tenho, é que com sua doce voz, sua beleza, que resplandecia estonteante em meio ao sorriso, me fez amá-la desde então. E enquanto eu me perdia em meus devaneios  nem percebi que ela me observava. O que foi amor? -ela me perguntou. Eu estava lembrando da primeira vez que você me tocou! - respondi à ela. Ela me disse que não lembrava quando foi, ela pensou em vários momentos, mas não foi nenhum abraço ou nenhum esbarrão, eu  contei, contei o impacto que um simples "Oi", causou em mim. Segundo ela, ela me achava bonitinho já naquela época, não sei como, eu era tão normal e ela tão linda. E afagando meu cabelo ela me perguntou se eu saberia dizer quando foi a primeira vez que ela se sentiu tocada por mim. Ela me contou que foi no baile de formatura! Ela estava com outro rapaz, o capitão do time de futebol, time aliás que eu fazia parte desde segundo ano, e me ajudou a definir meus músculos, sem contar no óculos que finalmente troquei por lentes de contato para evitar algum acidente durante os jogos. Eu fui àquele baile com uma menina muito bonita, mas que de nenhuma forma ela me tocava, não da forma como eu queria, não dá forma como só minha mulher é capaz. Naquele baile - disse minha esposa - eu vi você atravessar o salão, e puxar Kátia para dançar com você, após claro, de se assegurar que sua acompanhante não iria se importar. Kátia era minha amiga, mas eu nunca havia visto ela tão feliz como eu vi naquela noite. Ela não era uma menina muito insegura com a sua aparência e você fez com que ela se sentisse, naquela noite tão importante, uma mulher desejada e isso despertou em mim, um sentimento que eu acho que sempre existiu, mas que somente ali eu pude perceber. Você me tocou com sua sensibilidade e generosidade! - confessou ela. 
   Eu nunca imaginei que aquele meu gesto iria mudar minha vida, iria fazer com aquela linda mulher, me observasse de verdade e que alguns anos mais tarde iríamos nos casar. Olhando nos olhos dela eu repeti aquilo que eu nunca iria cansar de dizer - Te amo e meu amor cresce a cada dia mais, porque só você foi capaz de me tocar de verdade como homem e como pessoa e é com você que eu desejo compartilhar toda a minha vida. Eu amo te ouvir, te sentir, amo olhar você dormindo depois de fazermos amor, amo o seu sorriso ao acordar, amo tocar sua pele macia. De repente os olhos delas começaram a se encher de lágrimas e por um breve instante pensei que tudo pudesse ser um sonho lindo e como cristal poderia se quebrar a qualquer momento e talvez, percebendo que minha expressão mudou instantaneamente em resposta as suas lágrimas, ela me disse - Seu amor por mim cresce? O meu se multiplica e de muitas formas,  de modo que já não pode caber em um único corpo e por isso meu amor, que depois de 2 anos, desde que nos unimos para o inicio de um para sempre, que eu quero contar a você, que suas mãos terão que se acostumar a afagar uma barriga menos torneada, que seus ouvidos aprenderão a se encantar com a batida de um novo coração e que seu toque agora passará acarinhar dois amores, sendo que um deles, dentro de algumas vezes estará em nossos braços! 
   Obrigado meu Deus, eu serei pai da mulher que eu amo e desejo e quero ser o melhor para o fruto desse amor tão puro, tão simples e tão leve, que começou com um simples toque, um detalhe que fez toda a diferença. E mais uma vez fizemos amor naquela noite, com muito mais carícias e palavras doces, com muito mais calma, para celebrar a alegria de termos um ao outro.

Este texto foi inspirado em "Me Perdoa Amor", postagem escrita por Flávia Prudêncio em seu blog Imagine. Em tempos onde ando pouco inspirada para falar de amor entre casal, Flávia conseguiu mexer comigo de tal forma que pude escrever esta nova postagem, e dar final diferente, sem interrupções, um final com um lindo feliz para sempre. Então, se gostaram do meu texto, não deixem de conferir a postagem que me tocou e me inspirou! ;) Ah, ficarei feliz em ler seus comentários também aqui sobre meu post!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Um coração que ainda pulsa....

   Ele não é feito de pedra, por mais que pareça frio e duro, ele pulsa, ele sofre, mas principalmente, ele sente.  Eu não sou uma máquina, eu não sou perfeita. Todo projeto tem suas falhas, e foi assim que até mesmo o navio projetado para nunca afundar, afundou. Então, eu vou cair, eu vou chorar, mas o amor sempre será a boia que me trará de volta a superfície. Julgam o que eu disse, como eu disse e quando eu disse, fazem o mesmo com o que não ouso dizer, julgam o que eu lembro e o que eu esqueci, o que eu fiz e o que deixei de fazer, mas esquecem que eu posso errar e que eu preciso errar para aprender, para crescer e para ser melhor. Uma máquina quando erra é reprogramada ou substituída, mas as relações humanas são muito mais complexas e então, lhe resta perdoar e passar por cima, quando algo e alguém é realmente significativo, importante, para você. Eu vou errar, eu vou magoar, eu vou decepcionar, porque eu tenho defeitos, porque sou humana, não sou feita de plástico e nem de metal. Você pode conviver com os defeitos? Pode acreditar que eu quero e sempre busco ser alguém melhor? Eu busco sempre ser o melhor que eu posso ser, apesar que isso nem sempre é o suficiente. E às vezes, eu quero errar, porque eu tenho esse direito, eu preciso me permitir falhar, para exigir menos de mim, para recordar que eu sou humana, e que por mais que queira ser forte, as palavras, as coisas, o mundo, me atingem, assim como eu posso atingi- los e eu sentirei esse impacto, esse impacto me causará dor, me fará chorar, me deixará triste, mas isso é viver, se permitir sentir o que realmente acontece, não há como querer se privar disso. Se não eu serei um boneco e não um corpo. Terei uma máquina e não um coração. Lembre-se que você pode me fazer chorar, tanto quanto eu posso te fazer chorar e que suas palavras podem me magoar, tanto quanto as minhas magoam você, então, não me obrigue a ser perfeita, não exija de mim, o que você não pode oferecer. Não quero me sentir culpada, por buscar agir de forma correta, não posso passar a vida lamentando o fato de você não me compreender, não posso não me perdoar por falhar. 
   Se eu me fecho, se eu me calo, é porque preciso de um tempo para poder entender melhor o momento e o que está acontecendo comigo. Mas não ouse esquecer de mim. E às vezes, eu vou precisar falar e me abrir, mas me faltará forças para começar. Será errado, querer dar ao outros apenas o meu melhor? Não quero que vejam minhas lágrimas e nem minhas angústias, mas parece que isso está fazendo esquecerem, que não é porque vocês não as vejam, que elas não existam. Isso está criando travas e bloqueios, mas eu estou cansada, cansada de repetir as mesmas coisas, cansada de ter que fazer escutar as mesmas reclamações e por mais que eu saiba que sempre haverá alguém disposto a ouvir, eu só não consigo dar o primeiro passo, porque gostaria que sempre me vissem sorrindo e brincando, mas aprendi que o mundo precisa ver o seu fracasso e ver o que há de melhor e o que há de pior em você, para que aprenda a conviver e amar quem você é realmente com defeitos e virtudes, nas vitórias e derrotas e quem puder conviver com a fofa que, às vezes, é grossa, com a inteligente que, às vezes, erra, com a dedicada que, às vezes, é preguiçosa, com a amiga que, às vezes, se ausenta, estes te amarão de verdade e para sempre estarão com você.


terça-feira, 19 de março de 2013

Palavras de uma carta que não foi escrita...



   A caneta balançava por entre os dedos e sobre a mesa à minha frente, tenho uma folha em branco. Eu não sei bem por onde começar, então, começo a revirar alguns papéis como se procurasse por palavras escondidas. Palavras que querem fugir, palavras que não querem ser escritas, que não querem deixar marcas ou vestígios. Eu não as encontrei, elas não estão na minha gaveta, nem nos livros que li ou nas cartas que já escrevi. Elas não tem traço e nem formato, tradução ou significado. 
   E foi então que percebi, que há sentimentos enterrados que meu coração jamais foi capaz de traduzir e depois de muitos anos, escrever para ti já não fazia sentido. As palavras não estavam escondidas, elas apenas já não existiam para nós. Elas se recusavam em nos expor ao constrangimento da despedida. A ausência delas me fez perceber que para nós só restou o silêncio e as lembranças de um tempo em que as palavras dançavam em rimas e versos, brincam em cores e formatos, em que não importava lugar, hora ou espaço, tal como era o sentimento que tínhamos. 
   E hoje elas são uma folha em branco, e para sempre serão um reflexo de nós. A caneta agora pousa sobre o tinteiro e a folha que agora está na lixeira das lembranças espera que outras tenham mais sorte que ela. E lá no mesmo lugar, no meu coração, deixei a velha mesa e o banquinho que esperam por meu retorno. Vir correndo escrever, pra não perder fio da miada, daquilo que só meu coração sabe dizer.
   Enquanto isso, voltei a caminhar e sem perceber, começo a procurar as palavras  que esperam por ser em lidas e traduzidas em algum rosto que, ainda não conheço ou não o reconheço. Um rosto que irá ser parte da minha história e não apenas um borrão na memória.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Despiértate absurda!

   Ouvi e pensei "Nossa que música linda, madura, que melodia doce e ao mesmo tempo intensa", até então, tudo estava bem, eu estava encantada pela nova música da Anahí. Até que resolvi chegar mais perto da tela para prestar atenção na letra e então desmoronei. Isso mesmo, se não me conhecem, eu me apresento "Olá, me chamo absurda." Quantos corações absurdos devem ter por aí, culpando a tudo e a todos, corações cansados, mas incapazes de despertar destas absurdas ilusões que nutrimos, fazendo da vida um inverno sem fim.
   Mas na verdade, esta música despertou alguém que eu já fui e não quem eu sou, só que é difícil lembrar e através de uma canção reviver e enxergar que você foi o próprio inverno. Mas enfim despertei para o verão, só falta começar a sentir o seu calor, me acolhendo, me aconchegando!




No es culpa de la vida
Ni de quién te hizo mal
Tú sola te lastimas
Dándole cuerda a un amor virtual
No es culpa de la luna
Ni del cielo, ni del sol
Tu instinto sigue enfermo
No sabe de lecciones tu corazón
Tú siempre te mentiste perdida en su mirada
¿Porqué sigues buscando ahora dónde ya no hay nada?
Despiértate absurda, no sigas a obscuras
Él nunca te quiso, él sólo te hizo probar la locura
Despiértate absurda, la vida no es esto
Abre los ojos y empuja al olvido sus besos
No seas absurda, siempre hay un verano después
Después del invierno
Levántate del suelo y yo te veo volar
Conoces este juego
Donde ya sabes no ganarás
Tú siempre te mentiste perdida en su mirada
¿Porqué sigues buscando ahora dónde ya no hay nada?
Despiértate absurda, no sigas a obscuras
Él nunca te quiso, él sólo te hizo probar la locura
Despiértate absurda, la vida no es esto
Abre los ojos y empuja al olvido sus besos
No seas absurda, siempre hay un verano después
La princesa de un cuento que no existe
Niña absurda, dile adiós a lo que fuiste
Despiértate absurda, no sigas a obscuras
Él nunca te quiso, él sólo te hizo probar la locura
Despiértate absurda, la vida no es esto
Abre los ojos y empuja al olvido sus besos
Despiértate absurda, no sigas a obscuras
Él nunca te quiso, él sólo te hizo probar la locura
Perdónate absurda, la vida no es esto
Abre los ojos y empuja al olvido sus besos
No seas absurda, siempre hay un verano después
Después del invierno

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Quando acreditamos, é possível!

   A força da fé, mostrando mais uma vez o seu poder, sua capacidade transformar o que parece impossível em possível! Quando você acredita, você pode, você ganha a força necessária para tornar os sonhos realidade, para superar suas próprias barreiras! E a música é sim, uma ferramenta transformadora, capaz de mudar a vida das pessoas!
  Eu chorei com o exemplo desse jovem cubano, que ao cantar encantou e surpreendeu os jurados. Como eu disse para a música e para os nossos sonhos não há barreiras, nem mesmo apresentando dificuldades para falar!


Confira a matéria: http://razoesparaacreditar.com/jovem-gago-surpreende-e-emociona-a-todos-na-audicao-do-american-idol/

Fonte: Razões Para Acreditar



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Jesse & Joy - "Llorar" feat Mario Domm

   A música é tão forte, tão intensa que bastou as primeiras notas para as lágrimas começarem a surgir e com as primeiras frases vem um certa agonia, como se um sentimento preso quisesse aflorar.
   Meu conselho é, feche os olhos e se deixe levar, "Y LLORAR pode não servir de nada", mas talvez seja quase impossível segurar. 
   A música mais uma vez mostra sua capacidade de transformar a dor em algo tão belo como voltar-se para si  e reaprender a admirar as coisas mais simples, os dedos que dedilham o violão, o som do mar e da chuva pela manhã, o som do suspiro, a sensação de um abraço, o toque suave sobre o piano, a borboleta que voa,  o sol que nasce e a lua que ilumina. O belo entre a dor, a música pode te permitir voltar a ver.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

As DROGAS são uma DROGA!

   Sabe por que eu sou conta a liberação ao uso da maconha? Porque uma coisa puxa a outra! Talvez você usuário diga "mas eu não vicio", e eu digo "seu egoísta, você não, mas há outros que sim". Então, pelo capricho de uns vamos desgraçar a vida de tantos outros? Já não basta o álcool e o cigarro? Afinal, as drogas destroem não apenas a vida dos viciados, mas das pessoas que os cercam, afetam eu e você. Porque hoje ele rouba os pais, troca o que tem em casa por um cigarro de maconha, amanhã ele rouba você para pagar o craque ou a cocaína. A maconha é apenas o iniciador, a bomba propulsora. O vicio significa consumir em excesso, e tudo que é demais faz mal. Então, mesmo que você seja da tribo que diz que a maconha não faz mal, talvez não faça em dosagens reguladas, afinal ela tem sido usada em alguns países como remédio terapêutico, mas ao se viciar nela, você vai querer cada vez mais e mais e chegará um momento que ao seu modo ver ela vai perder a "graça" e você vai experimentar outras drogas ainda mais fortes e destrutivas. Ao tomar esse caminho você deve ter ao menos consciência que este é praticamente um caminho sem volta, não é como decidir que roupa irá usar ou o que fará no seu final de semana,  onde seguir ou mudar de ideia depende apenas da sua vontade. Abandonar esse caminho é preciso não apenas muita força de vontade, é preciso de ajuda e acompanhamento e ainda sim, é algo que levará para sempre, como  uma doença crônica, não há cura, mas há auto controle e se você quiser de verdade, procure apoio, mas faça isso de verdade, faça por você. 
   Antes eu achava que as drogas eram um mal das grandes cidades, mas ela é uma praga que se proliferou e já está por todos os lados, ela está do lado da minha casa ou talvez, dentro da sua. Eu vejo meninos que saem com sua bicicleta não para brincar, mas para entregarem "encomendas", olhos fundos, expressões sérias e desconfiadas. É o preço que pagam para poder comprar aquilo que os pais não podem dar, trocam sua liberdade de ser e viver para poder comprar um refrigerante, um chips, um video game. E onde estão os seus pais? Crianças criadas sem princípios e sem sonhos, crianças que acreditam apenas no hoje e por isso buscam soluções fáceis e rápidas. Sei que muitas vezes as coisas saem do controle e a mente corrompida dessas crianças é mais forte que o significado da palavra família, mas eu vejo muitas crianças esquecidas pelos pais, pela sociedade e pelo governo e o crime as abraça cada vez mais cedo. Porque as drogas e a criminalidade andam de mãos dadas. E não é a liberação do uso da maconha que vai mudar isso, porque essa é a discussão da década, e quem sabe na próxima década seus filhos discutam a liberação do crack e na próxima da cocaína... Não há fim! Saudades de uma época que eu não vivi, onde os jovens do meus país gritavam por justiça. e por liberdade e não por um cigarro de maconha. A saída não é liberar, é educar, é encaminhar, é mostrar que as saídas fáceis são também as curtas, porque seja para aquele que vende ou aquele que usa, o fim não tarda a chegar e acredite a morte é o menor dos males, neste caso. 
   Eles se escondem nos banheiros, eles estão no lugares disfarçados de bares, eles estão na cadeia, nas ruas, na favela ou na cidade, estão no campo ou na praia, nas festas e nas universidades, eles estão por todos os lados, mas os único lugar que eles não devem estar é com você! Afaste-se! 
   Lembre-se, o caminho das drogas é feito por um ponte velha, cada passo que você dá, uma tábua atrás de você cai para o precipício,  estas tábuas podem ser seus pais, seus filhos, seus amigos, seu emprego, seus sonhos, sua vida e chegará um ponto que não haverá como voltar, a distância é muito grande para você conseguir pular por mais que você queira e ao final dessa ponte você não encontrará os louros da glória e nem a solução dos seus problemas, mas a areia movediça que te consome e te sufoca, também conhecida como abandono, esquecimento, desprezo. 
   É com as crianças que eu me preocupo, é por elas que eu temo!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Se Jogue!

   Eu admiro a capacidade de se jogar como se pulasse de paraquedas para a imensidão, pois envolve correr riscos, mas também realizar, fazer acontecer hoje, o que se espera, mas não se pode esperar pelo amanhã! Eu admiro essas mulheres históricas, que não apenas por seus sonhos, mas simplesmente por quem são, foram capazes de se opor a tudo que as aprisionava atrás das grades do senso comum do que é correto, do que é mais sensato e prudente. Correr riscos, é se jogar no abismo escuro, é brincar com o erro, é zombar da prudência, é ser atrevido e com os próprios erros encontrar o seu caminho.
   Sinto essa força dentro de mim, esse desejo louco de ser insensata, de esquecer a prudência e aquilo que deve ser feito e fazer apenas aquilo que quero fazer, sem pensar se é correto ou não, se é o momento ou não. Me parece que sempre estamos esperando por algo, a oportunidade, o momento, a estabilidade, a independência, para finalmente buscarmos o que almejamos no mais profundo do nosso ser. Será se não é o momento de nos atrevermos a errar? Isso certamente não é o que os nossos pais esperam, não é o que a sociedade espera e talvez nem Deus, mas se não for assim, como vamos aprender então? O que eu quero dizer é: Tenho medo de não chegar a lugar nenhum ou pior ainda de chegar e descobrir que ali não é o meu lugar! Medo! Me parece que nunca saio do lugar, giro em torno do meu próprio eixo, esperando uma chance pra escapar, pra fazer diferente, pra percorrer outro caminho, então, espero, espero, mas nada acontece! Quando terminar a faculdade eu vou... quando morar sozinha eu vou... quando tiver meu carro eu vou... mas porque o quando não é hoje? E quando chegará o quando em que não vou mais esperar para realizar. 
   As convenções e a prudência nos travam! Um dia teremos que nos libertar das amarras, porque as grandes realizações não vêm fácil, e sinto dentro de mim, que não estou neste mundo para coisas pequenas, grandes coisas esperam por mim, mas o real problema é que estou cansada de esperar por elas.
   O fato é, o desejo está aqui, a força também, mas o que falta então? O momento ou a coragem para desafiar tudo o que hoje me parece mais conveniente e adequado que os meus desejos? 
Talvez falte a paciência, para compreender que não estou parada, que cada dia é um evolução e talvez, só talvez ainda não seja o momento, mas que ele chegará quando eu também estiver pronta para ele. Só não posso renunciar quem sou e o que quero por aquilo que esperam de mim, por aquilo que eu mesmo espero ser. Hoje eu espero, com a consciência de que a cada dia está mais próximo de fazer valer o que levo em meu peito e é por isso que me sinto tão pressionada a encontrar a coragem trancafiada, porque quando a hora chegar, a única coisa que não podemos permitir é deixar ela passar.
   E o que eu quero? Estar pronta, porque é somente disso que o momento depende, não é das pessoas ou do mundo, porque estes perante seus sonhos nunca mudarão no sentido que suas mudanças não afetam sua capacidade de realização! E estar pronta não significa que irei me jogar no infinito e pousarei de pé, em chão firme, pelo contrário, mas que estarei pronta para enxergar uma saída mesmo quando o paraquedas não abrir. 
   Lembre-se, apenas se descobre, quando nos atrevemos a tentar algo desconhecido! Experimente tentar! Experimente, se for preciso, desapontar, desafiar e não pensar tanto nos outros, às vezes, precisamos pensar em nós apenas, para que os outros tenham de nós, o que somos e não o que esperam! Se jogue, o infinito é grande demais para você se limitar ao espaço de céu que você vê da janela do seu quarto.